quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Inocência

Sente,
O quente,
Desta gente,
Que está indiferente
Ao teu espaço.

Está gente,
Que mente
Á tua frente,
E por não que tente,
Não seguem o teu passo.

Porque sentem o pavor,
De terem uma cor,
Mas no incolor
Do amor
Não sobressaem.

E o ardor
Do terror
Da sua dor.
Poderiam pedir por favor,
Mas não o fazem…

Mas tu não…
Tu abres o coração
Eles nunca merecerão
Mas tu esticas-lhes a mão.

E eles não ficam contentes
E roubam-te o braço
E pessoas inocentes
Ficam sem o teu abraço

Como eu…
Que sem abraço teu
Sofro como sofreu…
Romeu…

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